Helena Casanova
   

 

 


 



 »Lesão anóxico-isquêmica


Alterações cardiovasculares:
Liberação intensa de catecolaminas
Taquicardia inicial seguida seguida por hipertensão grave e bradicardia reflexa
Após 3-4 min: A circulação falha abruptamente, hipóxia miocárdica, arritmias, perfusão ineficaz
Lesão rápida, progressiva e irreversível, impossibilidade de ressuscitação bem sucedida


Fisiopatologia


Lesão anóxico-isquêmica:
O cérebro é extremamente sensível à lesão hipóxico-isquêmica, Lesões irreversíveis em 3-5 min
Maior causa de morbi-mortalidade a longo prazo
Alterações cerebrais
O cérebro apresenta reservas mínimas de energia:
Após 2 min de anoxia o ATP está criticamente esgotado
Na parada cardiopulmonar, aberrações do FSC e a auto-regulação prejudicada podem persistir após ressuscitação:
Após ressuscitação:
FSC aumentado (15-30 min)
Hipoperfusão retardada (horas-dias) comibinada ou não com a demanda metabólica
lesão adicional


Fisiopatologia


Lesão anóxico-isquêmica
Alterações cerebrais
Lesões secundárias durante a reperfusão:

Liberação de Glutamato e
aminoácidos excitatórios
Activação de receptores na
membrana de células neurais
Activação de receptores
metabolotrópicos
Influxo de cálcio e sódio
Disparam sistemas de segundo mensageiro e levam a liberação de cálcio de reservas intracelulares
Via final para lesão celular irreversível e morte


Fisiopatologia


Lesões anóxico-isquêmicas:
Alterações demais órgãos:
Pulmão:
Lesão endotelial
Aumenta permeabilidade vascular
SARA
Disfunção miocárdica:
Hipotensão arterial
Débito cardíaco diminuído
Choque
Arritmias e IAM também podem ocorrer
Rins:
Necrose tubular aguda ou necrose cortical: complicações comuns em grandes eventos hipóxico-isquêmicos
Lesão endotelial vascular:
CID, hemólise e trombocitopenia


 

Fisiopatologia


Lesão anóxico-isquêmica
Alterações demais órgãos:
Lesão gastrintestinal
Diarreia sanguínea com esfacelo de mucosa pode ser vista após eventos hipóxico-isquêmico graves: muitas vezes prognóstico de lesão fatal
Concentrações de transaminases hepáticas e enzimas pancreáticas séricas muitas vezes tornam-se elevadas agudamente
A violação de barreiras protectoras mucosas normais predispõe a vítima a bacteremia e sepse


Fisiopatologia


Aspiração e lesão pulmonar:
Aspiração:
Ocorre na grande maioria das vítimas
Geralmente aspiram pequena quantidade
A quantidade e composição do material aspirado podem afectar a evolução clínica do paciente:
Conteúdo gástrico, água salina, organismos patogénicos, substâncias tóxicas podem lesar o pulmão ou causar obstrução de via aérea
Aspirações volumosas aumentam a probabilidade de disfunção pulmonar grave
O tratamento clínico não é significativamente alterado pela aspiração de água do mar ou água doce

Fisiopatologia


Aspiração e lesão pulmonar:
Hipoxemia e insuficiência pulmonar:
Resultam do desequilíbrio ventilação/perfusão, aumento do shunt intrapulmonar, diminuição da complacência pulmonar e aumento da resistência das pequenas vias aéreas
A aspiração de 1-3 ml/kg pode levar a hipoxemia acentuada e uma redução de 10-40% na complacência pulmonar


Fisiopatologia


Aspiração e lesão pulmonar:
Lesões pulmonares:
Edema pulmonar e SARA
Consequentes à aspiração de líquido ou material estranho, hipóxia-isquemia ou hipotermia acentuada
Pode ser cardiogénico, ou, incomumente, neurogénico
Pneumonia
Decorrente da aspiração de material contaminado
Lesão directa das vias aéreas
Aspiração de suco gástrico ou agente cáustico
Lesão pulmonar associada a ventilador:
Uso de volumes correntes ou pressões excessivos ou exposição prolongada a altas concentrações de O2

A família Casanova, agradece a todos a colaboração e apoio que lhes tem chegado por esta via

Copyright ©2007 Publinetpt.com