|
Casos de recuperação publicados pela imprensa
|
»Despertou
de estado próximo do coma
Terapia experimental foi bem sucedida
(noticia extraída do DN)
Um homem de 38 anos que
ficou com graves lesões cerebrais, depois de ter sofrido um traumatismo
craniano, e que durante seis anos se manteve num estado de consciência mínima,
incapaz de falar ou de se alimentar, recuperou a fala e recomeçou a comer depois
de ter sido sujeito a uma estimulação eléctrica numa zona cerebral profunda.
Este é um caso inédito de aplicação deste tipo de tratamento, e consequente
recuperação, a uma lesão cerebral ocorrida na sequência de um acidente, e vem
relatado hoje na revista Nature.
A equipa que procedeu à terapia experimental, liderada pelo neurologista Josef
Fins, da Weil Cornell Medical College, de Nova Iorque, acredita que este sucesso
é uma esperança para outros casos semelhantes e "abre caminho a novos
tratamentos para pessoas em estado de consciência mínima".
Nesta situação clínica, as pessoas podem ocasionalmente mostrar sinais de estado
de vigília ou de um comportamento organizado, ao contrário do que acontece no
coma ou no estado vegetativo, mas subsiste nelas "um défice profundo de
consciência", escrevem os autores na Nature.
No estado em que se encontrava, desde 1999, este paciente fazia apenas ligeiros
movimentos com os olhos e com os dedos numa tentativa aparente de comunicar.
Depois do tratamento, que implicou uma cirurgia para aplicação de eléctrodos na
região do tálamo, e uma estimulação eléctrica a partir daí, o seu comportamento
evoluiu. Passou a falar, utilizando um certo número de palavras e já não precisa
de ser alimentado, visto que consegue mastigar e engolir sem problemas.
"A sua evolução é notável e sustentada e mostrou-se estatisticamente consistente
com o tratamento por estimulação eléctrica", explicou o neurologista Ali Rezai ,
um dos investigadores da equipa.
Este tipo de estimulação, que já foi utilizada em doentes de Parkinson com
resultados positivos, pretendia neste caso estimular uma região com um
papel-chave (o tálamo) no ajustamento da actividade cerebral. "A nossa teoria
era que os impulsos eléctricos nesta zona do cérebro deveriam contribuir para
amplificar o fraco nível de actividade existente", adiantou por seu lado Joseph
Giacino, outro dos co-autores do artigo. Os investigadores admitem que não sabem
se o paciente vai continuar a ter melhoras, mas pretendem continuar o estudo,
estendendo esta terapia experimental a 12 outros doentes em situação clínica
idêntica, para a qual não há actualmente qualquer tratamento disponível.- F.N.
in Dn de 2/8/2007

»
Homem recupera após 19 anos em coma (noticia extraída do DN)

Tinha 19 anos quando
sofreu um grave acidente de viação que o deixou em coma. E Terry Wallis
permaneceu nesse estado durante muito tempo. Demasiado tempo para que houvesse
esperanças de que voltasse a despertar. Mas, 19 anos depois, Wallis acordou. E
após quase duas décadas em estado vegetativo, o paciente tem feito progressos
surpreendentes para a comunidade científica.
As análises ao cérebro de Terry Wallis sugerem que houve um crescimento do
tecido cerebral, e esta descoberta pode representar uma maior compreensão não só
do cérebro como da forma como ele pode recuperar de graves lesões.
Foi há três anos que Wallis pronunciou a sua primeira palavra. Depois de dizer
"mãe" continuou a registar evoluções, apesar de limitadas. Já diz mais palavras,
o seu discurso tem melhorado substancialmente e recuperou alguma mobilidade nas
pernas. Porém, a sua memória é curta e muito pobre. Wallis continua sem
compreender o que lhe aconteceu.
Com o objectivo de investigar de que forma Terry Wallis recuperou, uma equipa de
investigadores norte-americanos e neozelandeses fez um exame ao seu cérebro,
usando uma técnica radiológica especial.
Com este método, os cientistas conseguiram observar o cérebro de Wallis com
grande detalhe, nomeadamente as lesões e possíveis reorganizações da sua "massa
branca". A "massa branca" é constituída por fibras nervosas de cor branca
(feixes de axónios envolvidos em mielina), e é responsável pela troca de
informações entre as diversas áreas do córtex cerebral.
O primeiro exame cerebral foi realizado oito meses depois de Terry Wallis ter
dito as primeiras palavras. Henning Voss, professor associado de física e
radiologia numa universidade de Nova Iorque e chefe da equipa de investigadores,
disse que o exame revelou que Wallis sofreu danos severos na "massa branca", mas
que numa certa zona do seu cérebro houve um aumento do volume de tecido.
Num segundo exame, 18 meses mais tarde, os cientistas constataram que tinha
havido aumento de volume dos tecidos numa outra área do seu cérebro, desta vez
responsável pelo movimento e pela coordenação. Os investigadores acreditam que
foi o crescimento dos axónios (as fibras que interligam os neurónios) que
permitiu esta espantosa recuperação.
O chefe da equipa de cientistas, Henning Voss, disse: "Pensamos que deve ter
havido uma razão para que ele tenha saído do estado de consciência mínima em que
se encontrava, e achamos que houve um processo de auto-cura muito lento e
progressivo do próprio cérebro." Voss acrescentou que este caso é único e que o
processo de recuperação pode não acontecer em outros pacientes nas mesmas
circunstâncias.
Os cientistas consideram que as recentes descobertas vão aumentar a compreensão
dos pacientes que sofrem graves lesões cerebrais, bem como a sua "milagrosa"
recuperação de consciência.
in dn online em 05/07/2006

|
|
 |
»
Acordar com comprimidos para
dormir
2006/09/16 | 10:30
Vários pacientes com lesões cerebrais estão a despertar do coma após terem sido
medicados com soníferos
Os médicos deram-lhes
poucas hipóteses de recuperação. Esta terapia experimental começou como uma
forma de controlar espasmos musculares involuntários em pacientes em estado de
coma, de acordo com o site do Daily Mail.
Em vez de aumentar ainda mais o torpor em que estavam mergulhados, o Zolpidem,
um sonífero genérico provocou grandes melhorias nestes doentes. Muitos
comunicaram com os parentes pela primeira vez em vários anos.
Este é o caso de Louis Viljoen, que ficou em estado vegetativo após ter sido
atropelado por um camião enquanto viajava de bicicleta, há cinco anos. Depois de
receber o tratamento tornou a falar, para o espanto dos funcionários do centro
de reabilitação Ikaya Tinivorster, perto de Joanesburgo, na África do Sul.
O médico de Louis descreve a descoberta acidental como «excepcional».
Receitou-lhe o fármaco para tratar os espasmos musculares involuntários de que
sofria.
«Está a acontecer algo de extraordinário e temos de descobrir o que é», afirma.
TACs feitos antes e depois do tratamento mostram que zonas do cérebro,
aparentemente mortas, voltaram a ter actividade.
O mesmo aconteceu com Riaan Bolton, um desportista de 23 anos. Em Julho de 2003
ficou em coma após um acidente de viação. Os médicos deram-lhe apenas cinco por
cento de hipóteses de recuperar.
Até Junho deste ano, Riaan permaneceu em estado vegetativo. Os pais deram-lhe o
comprimido e o jovem mostrou melhoras imediatas. «Começou a mover os dedos da
mão esquerda. Os olhos ficaram grandes e moveram-se para a esquerda e para a
direita», contam.
Desde que tomou o medicamento, o jovem já responde a perguntas e bebe com o
auxílio de uma palhinha. Os pais têm esperança que «volte a comunicar».
Já foram tratadas mais de 150 pessoas com danos cerebrais usando o Zolpidem.
Houve melhorias em cerca de 60 por cento dos pacientes». Estão a ser conduzidos
ensaios clínicos para averiguar a razão pela qual o medicamento «acorda» células
que se pensava estarem mortas.
...................................................................................
»Despertou
de coma ao fim de 19 anos
2007/06/02 | 04:15
Ficou em coma em 1988 devido a um acidente ferroviário
Um
ferroviário polaco que ficou em coma em 1988 devido a um acidente despertou ao
fim de 19 anos, anunciou esta sexta-feira a cadeia de televisão privada Polsat,
citada pela Lusa.
Vítima de um choque contra um vagão, Jan Grzebski desenvolveu um tumor cerebral,
que lhe afectou os movimentos e a fala até o imobilizar completamente.
«Vi tudo, ouvi os médicos dizerem que eu teria um mês ou dois de vida mas não
podia reagir», relatou à estação televisiva, acrescentando que deve a sua vida à
mulher, Gertruda: «Foi ela que cuidou sempre de mim, foi ela que me salvou a
vida».
Pai de quatro filhos na altura do acidente, Grzebski tem hoje onze netos. Quando
ficou em coma, a Polónia ainda era um país comunista mas hoje faz parte da União
Europeia e da NATO.
«O que hoje me espanta são estas pessoas todas que se passeiam a falar ao
telemóvel e não páram de se queixar. Por mim, não tenho nada a lamentar»,
argumentou.
in Portugal Diário
................................................................................
»
Despertou de estado próximo do coma
Terapia experimental foi
bem sucedida
Um homem de 38 anos que ficou com graves lesões cerebrais, depois de ter sofrido
um traumatismo craniano, e que durante seis anos se manteve num estado de
consciência mínima, incapaz de falar ou de se alimentar, recuperou a fala e
recomeçou a comer depois de ter sido sujeito a uma estimulação eléctrica numa
zona cerebral profunda.
Este é um caso inédito de aplicação deste tipo de tratamento, e consequente
recuperação, a uma lesão cerebral ocorrida na sequência de um acidente, e vem
relatado hoje na revista Nature.
A equipa que procedeu à terapia experimental, liderada pelo neurologista Josef
Fins, da Weil Cornell Medical College, de Nova Iorque, acredita que este sucesso
é uma esperança para outros casos semelhantes e "abre caminho a novos
tratamentos para pessoas em estado de consciência mínima".
Nesta situação clínica, as pessoas podem ocasionalmente mostrar sinais de estado
de vigília ou de um comportamento organizado, ao contrário do que acontece no
coma ou no estado vegetativo, mas subsiste nelas "um défice profundo de
consciência", escrevem os autores na Nature.
No estado em que se encontrava, desde 1999, este paciente fazia apenas ligeiros
movimentos com os olhos e com os dedos numa tentativa aparente de comunicar.
Depois do tratamento, que implicou uma cirurgia para aplicação de eléctrodos na
região do tálamo, e uma estimulação eléctrica a partir daí, o seu comportamento
evoluiu. Passou a falar, utilizando um certo número de palavras e já não precisa
de ser alimentado, visto que consegue mastigar e engolir sem problemas.
"A sua evolução é notável e sustentada e mostrou-se estatisticamente consistente
com o tratamento por estimulação eléctrica", explicou o neurologista Ali Rezai ,
um dos investigadores da equipa.
Este tipo de estimulação, que já foi utilizada em doentes de Parkinson com
resultados positivos, pretendia neste caso estimular uma região com um
papel-chave (o tálamo) no ajustamento da actividade cerebral. "A nossa teoria
era que os impulsos eléctricos nesta zona do cérebro deveriam contribuir para
amplificar o fraco nível de actividade existente", adiantou por seu lado Joseph
Giacino, outro dos co-autores do artigo. Os investigadores admitem que não sabem
se o paciente vai continuar a ter melhoras, mas pretendem continuar o estudo,
estendendo esta terapia experimental a 12 outros doentes em situação clínica
idêntica, para a qual não há actualmente qualquer tratamento disponível.- F.N.
in diário de noticias de 2/08/2007 |